Ao contrário do que ocorreu em outros países da América Latina, o Brasil manteve-se como modelo de impunidade e não seguiu sequer a política da verdade histórica. Houve aqui uma grande ditadura, mas os arquivos públicos não foram abertos e as leis de reparação somente ouviram o reclamo das vítimas por meio de frios documentos. Enquanto os torturadores do passado não forem julgados e punidos, não teremos êxito nas políticas de diminuição da violência. É preciso que o país crie uma Comissão da Verdade, apure as circunstâncias dos crimes, abra os arquivos da ditadura e puna os responsáveis. O artigo é de Edson Teles.
Edson Teles
Em agosto de 1979, o Congresso Nacional brasileiro, ainda sob a vigência do regime militar, aprovou a Lei de Anistia, que em seu texto dizia: estão anistiados “todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes”. Na época, após 15 anos de ditadura, os militares cederam às pressões da opinião pública e a oposição aceitou a anistia proposta pelo governo, ainda que parte dos presos e perseguidos políticos não tenha sido beneficiada. Simbolicamente, foram considerados, sob a decisão de anistiar os crimes “conexos” aos crimes políticos, anistiados os agentes da repressão. Contudo, podemos dizer que não teriam sido anistiados os torturadores, pois cometeram crimes sem relação com causas políticas e recebendo salário como funcionários do Estado. Os mortos e desaparecidos políticos não foram considerados e o paradeiro de seus restos mortais nunca foi esclarecido. Era o marco da transição da ditadura para o Estado de Direito, visando superar – e mais do que isso, silenciar – o drama vivido diante da violência estatal.
A transição começou a ser pensada e formulada pelos militares, desde o começo do governo Geisel (1974-1978), procurando construir uma abertura lenta, gradual e segura, na qual o estatuto político da nova democracia pudesse ser acordado de antemão e, principalmente, se mantivesse o controle militar do processo. Ainda em 1977, o governo impõe o Pacote de Abril, fechando o Congresso Nacional por 15 dias (entre 1º e 15 de abril) e outorgando uma série de medidas limitando as possibilidades de ruptura na abertura, entre elas: eleição indireta para governadores incorporada à Constituição; seis anos de mandato presidencial; senadores biônicos, eleitos indiretamente.
O governo manteve as medidas de abertura gradual nas ações de outubro de 1978, quando extinguiu a capacidade do presidente de fechar o Congresso Nacional e de cassar direitos políticos, devolveu o habeas corpus, suspendeu a censura prévia e aboliu a pena de morte. Logo em seguida, no mês de dezembro, é tornado extinto o AI-5. A abertura militar fundamentava-se na lógica do consenso e a anistia ainda não era considerada como parte das ações possíveis no processo lento e gradual.
Quando nos anos de 1977-78 foram montados os primeiros pacotes de reformas da abertura, falava-se no máximo em revisões de algumas penas, como a dos banidos. O estado de exceção começava a se transformar.
Figura jurídica anômala da constitucionalidade do Estado autoritário, seu produto mais discricionário no Brasil foi o Ato Institucional número 5 (AI-5). Este decreto ampliou os poderes de exceção do cargo de Presidente e extinguiu vários direitos civis e políticos (artigos 4º, 5º e 8º), especialmente o habeas corpus (artigo 10º). De fato, investiu o Estado da prerrogativa de manipulação dos corpos e, também, da vida matável dos cidadãos. O corpo passou a ser algo fundamental para a ação do regime. No caso do desaparecido político, sabe-se da existência de um corpo – desaparecido – e de uma localidade – desconhecida –, mas marcado pela ausência. Se a sala de tortura tem como resto de sua produção um corpo violado, o assassinato político produz o corpo sem vida.
O grande aumento de desaparecidos políticos a partir do AI-5 demonstra como essa peça jurídica indicava a implantação do estado de exceção como normalidade. Tendo sido o primeiro ato institucional sem data para acabar, o AI-5 foi extinto em dezembro de 1978, mas alguns de seus dispositivos foram, ao longo dos 10 anos de sua existência, inseridos na Constituição e na Lei de Segurança Nacional, ainda hoje vigente.
A violência originária de determinado contexto político, que no caso da nossa democracia seriam os traumas vividos na ditadura, mantém-se, seja nos atos de tortura ainda praticados nas delegacias, seja na suspensão dos atos de justiça contida no simbolismo da anistia. Tais atos, por terem sido silenciados nos debates da transição, delimitam um lugar inaugural de determinada política e criam valores herdados na cultura, tanto objetivamente, quanto subjetivamente – nas narrativas, nos testemunhos, nos sentimentos e paixões dos sujeitos subtraídos da razão política.
Nos aspectos sociais e nacionais, as marcas de esferas políticas originárias, como a sala de tortura e a transição consensual, se constituem como partes fundantes da democracia nascida após o fim da ditadura. O caráter maldito da tortura e o aspecto de impunidade da democracia mantêm-se na lei quando o STF decide anistiar os torturadores (maio de 2010) sem a apuração e a responsabilização de seus crimes.
A transição consensual criou uma falsa questão: punir ou perdoar?! Encontramo-nos diante do problema de como conviver com um passado doloroso em um presente democrático, administrando conflitos que não se encerraram com a mera passagem institucional de um governo de exceção para um democrático. Por que passadas mais de três décadas dos crimes e de vinte anos do fim da ditadura, há reclamação por justiça? Deve-se julgar e punir os responsáveis pelas violações aos direitos humanos? Ou eles podem ser perdoados em nome da reconciliação nacional?
O fato é que, independentemente da lei brasileira de anistia, o Brasil tem assinado acordos internacionais – com poder de lei para os países aderentes – que condenam os crimes contra a dignidade humana e os tornam imprescritíveis. No último dia 14 de dezembro, o Estado brasileiro foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) pela não localização dos corpos dos desaparecidos e por manter uma lei de auto-anistia extorquida em meio a uma ditadura e diante de um Congresso Nacional marcado por fechamentos arbitrários, cassações e bi-partidarismo.
Se alguns países latino-americanos se dedicaram à criação de novos investimentos em direitos humanos, o Brasil manteve-se como modelo de impunidade e não seguiu sequer a política da verdade histórica. Houve aqui uma grande ditadura, mas os arquivos públicos não foram abertos e as leis de reparação somente ouviram o reclamo das vítimas por meio de frios documentos; não deram direito à voz e não apuraram a verdade.
Enquanto os torturadores do passado não forem julgados e punidos, não teremos êxito nas políticas de diminuição da violência. É preciso que o país crie uma Comissão da Verdade, apure as circunstâncias dos crimes, abra os arquivos da ditadura e puna os responsáveis. Somente assim teremos como elaborar o passado e construir uma democracia respeitosa aos direitos do cidadão.
(*) Professor de Filosofia Política na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Acredito que no início da matéria somente parte seja verdade, pois ainda temos Países como Chile e Argentina lutando pela abertura dos arquivos do período em que estiveram sob ditadura militar. Esses Países vivem da promessa de abertura mas ela ainda não ocorreu de forma ampla.
ResponderExcluirMas quanto a "anistia" brasileira que visava, principalmente, os torturadores brasileiros sim. Esta foi uma verdadeira vergonha para os que tinham um exclarecimento político. E um gesto "nobre" para a maioria da população que pensavou: "- Como o governo é bonzinho".
Agora, particularmente, só acredito que haverá uma plena abertura dos arquivos da ditadura quando todos os implicados já estivem mortos. Claro que issos erá planejado e muito bem penssado pelos "donos" do poder que por décadas e décadas se encastelam em cargos importantes.
Colégio Módulo, turma 31, Fernanda Pózes e Júlia Costa
ResponderExcluirA desculpa do aleijado é a muleta
Em 1822 Jose Bonifacio de Andrada e Silva dizia que o Brasil só seria livre com a reforma agrária através da distribuição de terras improdutivas e a agricultura familiar, tolerância político e religiosa, educação para todos, proteção aos índios e a abolição da escravatura. A história sobrevive e se repete a cada eleição, desde a proclamação da republica. A escravidão está disfarçada de salário mínimo, até mesmo por ser mais fácil a substituição do escravo no caso de doença ou improdutividade.
O paralelo com o período militar se faz em aprender com o passado para não repetir os mesmos erros no futuro.
Somos juízes? Cabe a nos julgar o passado ou cabe a nos aprender com o passado? A verdadeira história compensara os erros? A ANISTIA foi a pedra em cima dos erros. Ela serve para os que foram expulsos do país e para os que torturaram. Para os que morreram e para os que mataram. Mas o mais importante é que ela possibilita que sigamos adiante construindo a história do nosso país.
Quando crianças brigam, mandamos que dêem as mãos e peçam desculpas uns para os outros. Mas somos incapazes de dar o exemplo. Essas mesmas crianças juntas serão bem mais fortes e tornarão bem mais fácil a caminhada até a vida adulta.
Não acredito que a caça as bruxas vá ajudar a resolver os problemas do meu Brasil (o Brasil do futuro).
O fardo maior é o da incerteza das famílias. Muitas delas que ainda se encontram psicologicamente atadas ao passado e se sentem prejudicadas com a morte de seus pais, filhos e maridos. Mas a "opressão" de hoje também mata, a polícia desaparece com os corpos. O governo se faz de justiça e venda os próprios olhos. O trafico de drogas está ai a olhos nus.
Nos brasileiros, lutamos em vão. Pois não aprendemos com os nossos erros. Não queremos enxergar.
A ANISTIA, se aplicada como deveria, tiraria todo o peso da responsabilidade e os corpos seriam entregues as suas famílias. Os arquivos seriam estudados nas escolas. Os militares da época viriam á público para revelar a tortura pela qual os mesmos passaram por todos esses anos escondidos em seus apartamentos sujos de lembranças ensangüentadas. O assunto seria debatido sem confronto, sem desconforto. Pois o objetivo seria o mesmo dos dois lados.
O verdadeiro resgate da verdade seria feito.
Mas, isso não é possível pelo simples fato de que é mais fácil culpar alguém pelo insucesso pessoal ou de uma nação, do que encarar os fatos, aprender com os erros e seguir a diante.
O período militar matou muita gente. Nos ainda procuramos por culpados décadas depois.
O menino caiu da bicicleta. Ele chorou, levantou, sentou na bicicleta e seguiu adiante. Viveu!!!!
A desculpa do aleijado é a muleta....
Matheus e Nicolle- Turma 31 Módulo
ResponderExcluirA palavra que melhor descreve esta herança indesejada é “violência” - medida não pela contagem de mortos deixados para trás, mas por meio das marcas encravadas no presente. Para os organizadores, “neste sentido, podemos dizer com toda a segurança: a ditadura brasileira foi a mais violenta que o ciclo negro latino-americano conheceu. Quando estudos demonstram que, ao contrário do que aconteceu em outros países da América Latina, as práticas de tortura em prisões brasileiras aumentaram em relação aos casos de tortura na ditadura militar; quando vemos o Brasil como o único país sul-americano onde torturadores nunca foram julgados, onde não houve justiça de transição, onde o Exército não fez um mea culpa de seus pendores golpistas; quando ouvimos sistematicamente oficiais na ativa e na reserva fazerem elogios inacreditáveis à ditadura militar; quando lembramos que 25 anos depois do fim da ditadura convivemos com o ocultamento de cadáveres daqueles que morreram nas mãos das Forças Armadas; então começamos a ver, de maneira um pouco mais clara, o que significa exatamente ‘violência’.”
O Brasil sofreu uma grande ditadura no passado na qual milhares de jovens foram reprimidos violentamente pelo exercito brasileiro. Os governantes estavam com medo do país sofrer influencia das idéias comunistas. Esses acontecimentos não foram investigados corretamente e os culpados por essa grande tortura até hoje estão impunes. Hoje em dia o Brasil é um pais democrático e seria justo os responsáveis por essa tortura serem punidos.Mas infelizmente a lei é exercida diferente entre as classes sociais, para os políticos é de um jeito e para a sociedade de outro.
ResponderExcluirNOMES : Júnio(15) e Lucas(18)
T: 31
Por: Maria Eduarda Cosendey e Marina Nolasco
ResponderExcluirNúmeros 19 e 21
Colégio Módulo Macaé – turma 31
No Brasil, a formação da democracia hoje vigente teve muitos traumas e influências que permanecem enevoados até os dias atuais.
Sabe-se que a ditatura foi implantada no Brasil através de um golpe militar, sendo caracterizado de forma autoritária. Assim a censura e a tortura foram aspectos intensos desse momento na história, como todos nós sabemos, os quais assolaram famílias e ideais entre 1964 a 1985, em que os militares não foram escolhidos pelo povo para ocuparem os postos de governo, que outorgaram leis como o Ato Institucional número 5 e concederam a todos os governantes o direito, inquestionável de praticar atos de exceção.
A ditadura consistia na supressão de diversos direitos sociais e individuais, sendo o mais importante deles o habeas corpus, sem o qual as pessoas eram presas como animais e castigadas sob tortura e morte apenas por apresentarem opiniões políticas distintas das dos oficiais.
A anista, que deveria ter beneficiado aqueles que lutaram e tiveram suas vidas e direitos penalizados, também acabou por beneficiar os que torturaram e privaram os direitos de inúmeros brasileiros e brasileiras que ousaram sonhar numa sociedade mais justa e democrática. Atualmente a impunidade se perpetua através dos crimes de colarinho branco, da corrupção favorecida pelo poder do grande capital que acaba manobrando o sistema democrático e elegendo seus representantes.
Após 26 anos de ditadura que passou entrou governo, nenhum politico teve a coragem de rever e apurar de fato o que ocorreu, então ficou “o dito pelo não dito” e ninguém quis saber a verdade. Por quê? Não houve interesse de partes, já que o compromisso dos governantes não é esclarecer o passado para construir um novo presente, mas sim estar a serviço das elites privilegiadas.
Apesar de todas contradições sobrevive ainda o sentimento de perplexidade e esperança.
A ditadura no Brasil foi o período da política em que os militares governaram o Brasil. Caracterizado pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição e repressão ao que eram contra o regime militar. No final desse governo, o Brasil começou a apresentar vários problemas, como a inflação e a recessão. E com isso a oposição ganhava cada vez mais terreno, pois foram surgindo novos partidos e fortalecendo os sindicatos.
ResponderExcluirOs governates militares estavam preocupados com seus próprios interesses. Enquanto outros países investiam nos direitos humanos, o Brasil ainda era exemplo de impunidade. Ainda podemos ver o reflexo dessa impunidade com a violência que é praticada em muitas delegacias. Tais atos, criam valores herdados na cultura das pessoas, desconsiderando a razão política.
Nomes: Caroline Pizzoni(02) e Milena Tavares(23)
Turma: 31
Concordo com a matéria, pois desde a ditadura (período que caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura e repressão) as pessoas que detinham o poder no país até hoje não foram punidas e nem mesmo julgadas pelas atrocidades cometidas.
ResponderExcluirA Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar, fazendo com que os carrascos que governavam naquela época, continuem soltos aproveitando suas aposentadorias à custa dos trabalhadores.
Muito do que acontece no Brasil de hoje, pode ter sido espelhado nos fatos daquela época, pois sabe-se que governantes/políticos nunca são punidos pelo que fazem, pelo menos no Brasil, o país da impunidade.
Deveríamos sim ter uma CPI dos crimes que esses homens até hoje impunes cometeram. Mataram, torturaram e nada acontece.
Infelizmente o significado de o que é lei é diferente para políticos e a sociedade em geral; ela é posta em prática de acordo com a classe social e a riqueza que cada um detêm. Isso pode ser considerado democracia?
Será que a banalidade da violência, as atrocidades escondidas embaixo do tapete não contribuíram para o modo de como as leis são exercidas atualmente? Esquecer não é o caminho!
Nayara Pavan – N° 26 – turma 31
Concordo com a matéria, pois desde a ditadura (período que caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura e repressão) as pessoas que detinham o poder no país até hoje não foram punidas e nem mesmo julgadas pelas atrocidades cometidas.
ResponderExcluirA Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar, fazendo com que os carrascos que governavam naquela época, continuem soltos aproveitando suas aposentadorias à custa dos trabalhadores.
Muito do que acontece no Brasil de hoje, pode ter sido espelhado nos fatos daquela época, pois sabe-se que governantes/políticos nunca são punidos pelo que fazem, pelo menos no Brasil, o país da impunidade.
Deveríamos sim ter uma CPI dos crimes que esses homens até hoje impunes cometeram. Mataram, torturaram e nada acontece.
Infelizmente o significado de o que é lei é diferente para políticos e a sociedade em geral; ela é posta em prática de acordo com a classe social e a riqueza que cada um detêm. Isso pode ser considerado democracia?
Será que a banalidade da violência, as atrocidades escondidas embaixo do tapete não contribuíram para o modo de como as leis são exercidas atualmente? Esquecer não é o caminho!
Nayara Pavan – N° 26 – turma 31
Alunas: Nathália Maia (25) e Raphaela Maia (29)
ResponderExcluirTurma:31
Asssim como uma grande parte dos paises latino americanos o Brasil passou por um golpe militar onde o presidente era Juscelino Kubitschek.Um dos principais motivos alegados foi evitar a instalação de um governo totalitário comunista no Brasil.
Uma grande parte dos protestantes eram os estudantes.
Os sargentos geraram um mal estar na classe média brasileira bombardeada pelos meios de comunicações e pela imprensa de que o Brasil estaria prestes a um golpe de estado com a implantação do comunismo semelhante ao soviético ou chinês.
Mas até hoje os verdadeiros culpados nao foram punidos.
Hoje nós temos direito de escolher nossos representantes, manifestar nosso pensamentos e fazer outras coisas que só é possivel dentro de um regime democrático. Entretanto, no brasil nem sempre foi assim.
ResponderExcluirDurante 25 anos o Brasil viveu um período triste, onde o povo brasileiro era totalmente privado de sua liberdade.
Os autores dessa tortura não sofreram nenhum tipo de punição, porque no nosso pais que lutou pela democracia a lei não é a mesma para todos.
Alunos: Yago Tavares e Felipe
turma: 31
O caso brasileiro não é comparável ao caso de nossos vizinhos sul-americanos. Aqui, o número de vítimas foi bem menor, e por esse motivo não houve clamor popular no sentido de punir os responsáveis. A violência cometida na época da ditadura tem pouca relação com os atuais índices de violência na criminalidade comum, esse se devem principalmente às leis demasiado brandas.
ResponderExcluirFernando(9); William(36)
T: 31
Com a forte ditadura sofrida pelo Brasil e com as grandes violências ocorridas neste período, acredita-se que se investigarem os documentos dessa época, condenarem e julgarem os torturadores da ditadura possa haver êxito na política de violência nos dias de hoje.
ResponderExcluirIsabella Lemos,número 11
turma: 31
Colégio Módulo - Turma 31 - Marília Gabriella Araújo (Nº 20) e Vinícius Neto (Nº 35).
ResponderExcluirComo já se sabe, foi gerado um conflito de ideias onde a Advocacia Geral da União (AGU) defende que crimes políticos ou conexos praticados na ditadura, incluindo a tortura, foram todos perdoados pela Lei da Anistia (perdão coletivo dos crimes políticos), de 1979, onde foi interpretada pelos tribunais oficiais do país como uma "lei de duas mãos" por dizerem ter beneficiado aos perseguidos políticos e também perdoado torturadores e assassinos. E onde em outros setores da sociedade discordam dessa interpretação. Como por exemplo, no caso ocorrido em São Paulo de um processo aberto contra dois ex-comandantes do Exército, são eles: Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, acusados de violações aos direitos humanos, como prisão ilegal, tortura, homicídio e desaparecimento forçado de pessoas durante o regime militar. A Advocacia-Geral da União (AGU) defende que crimes políticos ou conexos praticados na ditadura, incluindo a tortura, foram todos perdoados pela Lei da Anistia, de 1979. No parecer alegam que a Lei da Anistia é anterior à Constituição e por isso os efeitos do artigo constitucional que veda a anistia a torturadores não valeriam para os crimes cometidos anteriormente à sua promulgação. Diante disso e dos países os quais o Brasil possui acordos, sendo esses países contra a relevância de crimes contra a dignidade humana e não só isso, como tendo em vista o fato de que o Brasil só irá progredir com a diminuição da violência a partir do momento em que os torturadores do passado forem julgados e punidos, não se deve deixar passar em branco seus crimes. Pois de que adianta ser um país com uma sociedade de atributo cordial, rico em recursos naturais, rico em águas potenciais para usinas hidrelétricas, possuindo o mais moderno sistema bancário do planeta, se passa por um momento o qual a corrupção e violência tornaram-se seu maior atraso na vida de nós brasileiros? (Lembrando que essa corrupção e violência são atos consecutivos a impunidade de antigos torturadores). Dessa forma, concordamos que essa seja a melhor decisão para a qual o Brasil se beneficiará avançando em ambas as partes com a diminuição da violência, construindo então uma democracia justa, respeitosa aos cidadãos e cumpridora de seus direitos.
Cristal e Jade
ResponderExcluirO período de cada acontecimento histórico da economia do país,política,sociedade e repressão do regime militar.
O tropicalismo foi o verdadeiro movimento da contra-cultura brasileira, este trabalho nos mostra não so o que foi o movimento,mas tambem essas razões, quando surgiu e seus principais contruidores.
Cristal e Jade
ResponderExcluirO período de cada acontecimento histórico da economia do país,política,sociedade e repressão do regime militar.
O tropicalismo foi o verdadeiro movimento da contra-cultura brasileira, este trabalho nos mostra não so o que foi o movimento,mas tambem essas razões, quando surgiu e seus principais contruidores.
Raysa e Lohane. turma 31
ResponderExcluirPodemos classificar esse período como o período em que os militares ficaram no poder, um período negro em nossa historia, onde muitos se calaram.
A elite brasileira temia que o Brasil ficasse socialista,(deve-se lembrar que o mundo vivia um período de guerra fria) ai, estabeleceu o golpe militar.
Com a inflação em alta e a recessão também, os movimentos contra esse período ganharam forças além da que já tinham adquirido.
Com o FIM da ditadura volta à "democracia" e ninguém sofreu nenhuma punição.
O período em que os militares ficaram no poder foi marcado por uma escuridão em nosso país, onde muitos calaram-se e os que não se calaram, morreram severamente. A origem de tudo isso é entrigante. Getúlio usou o pretexto da democracia ameaçada pelos comunistas para fechar cada vez mais o regime. Teve a cara-de-pau de fingir respeitar o calendario eleitoral. Perseguiu comunistas e anarquistas, proibiu grves, prendeu operários. Por mais que saibamos, mas o que mais nos encomoda é porque Getúlio foi tão querido e é visto até hoje como o protetor dos trabalhadores depois de tudo que o país passou por sua causa?????!!!!! Ele "mordeu" mais do que "assoprou"! Fez, fez e fez pra calar a boca e torturar brutalmente quem fosse contrario as suas "normas" militares.
ResponderExcluirBianca e Emily
turma 31
O período em que os militares ficaram no poder foi marcado por uma escuridão em nosso país, onde muitos calaram-se e os que não se calaram, morreram severamente. A origem de tudo isso é entrigante. Getúlio usou o pretexto da democracia ameaçada pelos comunistas para fechar cada vez mais o regime. Teve a cara-de-pau de fingir respeitar o calendario eleitoral. Perseguiu comunistas e anarquistas, proibiu grves, prendeu operários. Por mais que saibamos, mas o que mais nos encomoda é porque Getúlio foi tão querido e é visto até hoje como o protetor dos trabalhadores depois de tudo que o país passou por sua causa?????!!!!! Ele "mordeu" mais do que "assoprou"! Fez, fez e fez pra calar a boca e torturar brutalmente quem fosse contrario as suas "normas" militares.
ResponderExcluirBianca e Emily
turma 31